Hábito

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“Na verdade, ele próprio, desde o princípio da Religião até à morte, rico tão-somente com uma túnica, o cordão e os calções, não teve nada mais. O seu hábito pobre indicava onde ele ajuntava suas riquezas. (2Cel 55, 8-9)

Revestido da virtude do alto, este homem [Francisco] se aquecia mais interiormente com o fogo divido do que exteriormente com uma coberta do corpo. Execrava os que na Ordem se vestiam com roupas triplicadas e usavam, além da necessidade [vestes] macias. Afirmava que é sinal de espírito extinto a necessidade manifestada não pela razão, mas pelo prazer dos sentidos. […]

Afinal não quer que em nenhuma ocasião os irmãos tenham mais do que duas túnicas, no entanto, permite reforçá-las com remendos costurados. – Exorta a detestar os panos delicados e critica asperamente diante de todos os que fazem coisas contrárias; e para confundir a estes com seu exemplo, costura um saco grosseiro sobre a própria túnica; também na morte pediu que a túnica exequial fosse coberta com um saco barato.

Fonte: 2Cel 69