Nada de Próprio

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“Os irmãos não se apropriem de nada, nem de casa, nem de lugar, nem de coisa alguma.” (RB 6, 2)

Quando na Regra, Francisco fala da não apropriação, significa exatamente isso, não ter propriedades, despojar-se. Francisco, vai buscar em São Paulo a teologia da kénosis (despojamento) do Filho (Fl 2, 5-11), que não se apegou à sua condição de Deus, mas esvaziou-se, encarnou-se, viveu uma vida pobre e nada teve de riquezas, e morreu como um pobre, sem glórias.

A exemplo de Jesus Cristo, devemos, nós também, vivermos sem propriedade, “como peregrinos e forasteiros neste mundo, servindo ao Senhor em pobreza e humildade” (RB 6, 3). A propriedade nos torna “fixos”, não nos permite sair em missão. Despojar-se é entregar-se plenamente nas mãos do Pai e esperar que ele nos guie conforme a Sua Santa vontade.

Viver sem nada de próprio é mostrar ao mundo atual que é possível viver diferente do que a sociedade de consumo propõe: é confiar na Providência Divina!