Oração e penitência

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“Não extingam o espírito da santa oração e devoção.” (RB 5,3)

Com a expressão espírito de oração e devoção, Francisco aprofunda sua visão de Frade Menor como habitação do Espírito. Francisco usa essa expressão, seja na Regra Bulada (cf. RnB 5,2), quando trata do trabalho dos Frades, seja na Carta a Frei Antônio, na qual fala do modo de ensinar e estudar Teologia (cf. Ant), fazendo referência ao texto na mesma Regra. Seja qual for o tipo de trabalho e também o estudo de Teologia não devem impedir de viver segundo espírito de oração e devoção. Nem trabalho nem estudo de Teologia são vistos em contraste com esse espírito. Mas é claro que toda a vida, portanto também o trabalho e o estudo, deve desenvolver-se nesse espírito de adesão familiar a Deus.

A vida de oração, como expressão do espírito de ração, tem lugar privilegiado na vida dos Frades, orientando a si mesmos e a todo o resto, inclusive o trabalho e o estudo, em direção a Deus. A justa devoção, então, exprime essa atitude de orientação amorosa rumo a Deus em qualquer momento da vida, não apenas se a agente reza devotamente, mas também se a gente trabalha devotamente. O espírito de oração e devoção assegura a continuidade da conversão do penitente no seguimento de Cristo, procurando em todo lugar e em todo momento e sempre, com todo o coração e todas as forças, o Altíssimo e Sumo eterno Deus, que nos criou e remiu, para agradecer-lhe e adorá-lo.

Fonte: OFM. Inclinai o ouvido de vosso coração… Escutai e vivereis. Linhas-guia para construir uma fraternidade de eremitério ou casa de oração. pp. 11-12